quarta-feira, 1 de maio de 2013

Introdução a Química Ambiental


A Química Ambiental é um estudo abrangente sobre os processos químicos que acontecem na natureza,sejam estes fenômenos naturais ou causados pelo homem , e que comprometam o bem estar do planeta e da população.
Teve sua origem na Química Clássica e se tornou uma ciência interdisciplinar por envolver outras matérias como biologia, ecologia, geologia.
Como essas transformações ameaçam o meio ambiente, há uma grande preocupação em entender os processos que a envolvem assim é importante este estudo para entender os aspectos químicos dos problemas que nós seres humanos criamos no meio onde vivemos. Esse mesmo ambiente há alguns anos antes de começar os processos de poluição era apenas um meio auto sustentável , onde não se encontrava tanta quantidade de poluentes.

O Problema do Chorume

Causa: O chorume é o liquido escuro, viscoso, de odor forte característico, com alto potencial poluidor. A sua composição é difícil de determinar porque, por ser resultado da decomposição de matéria orgânica, depende de vários fatores como: tipo de solo e detritos, quantidade de umidade e oxigênio, forma como o aterro sanitário foi composto e distância de lençóis freáticos. Em geral estão presentes compostos orgânicos, como carbono e nitrogênio orgânicos, e inorgânicos, como mercúrio, cobre, chumbo, arsênio, cadmio, cobalto, cromo. 

capitação do chorume  

Consequência: Ao circular pelo solo ele carrega metais pesados, micro-organismo, nitratos, fosfatos e muitas outras substâncias, sendo altamente nocivo para o solo, lençol freáticos, consequentemente para rios e lagos e para o ar, pois a decomposição anaeróbica libera gases como metano, gás carbônico, mercaptanas, amônia, fenóis. Além disso ele pode causar doenças, atrair animais detritívoros e afetar a cadeia alimentar, causando males ao ambiente e a saúde dos animais, incluindo os seres humanos.

 
urubus em chorume em Tucuruí
Prevenção/ Solução: A prevenção é feita dentro de casa, evitando o desperdício de alimentos, separação de lixo reciclável e destinando as baterias, pilhas e óleo de cozinha para coletas especializadas. A construção do aterro pode ser pensada a fim de não contaminar águas subterrâneas e locais de grande povoação e com um manto de captação do chorume, sendo coletado e transportado para centros de tratamento, onde o chorume será tratado e seus gases usados para a produção de energia.


Funcionamento de aterro sanitário com captação de chorume

Branqueamento de Corais

Causa: O que é o branqueamento de corais e causa: Uma associação extremamente importante para os recifes-de-coral é a simbiose que ocorre entre as espécies de corais e microalgas conhecidas como zooxantelas. Essas algas vivem no interior dos tecidos dos corais construtores dos recifes, realizando fotossíntese e liberando para os corais compostos orgânicos nutritivos. Por sua vez, as zooxantelas sobrevivem e crescem utilizando os produtos gerados pelo metabolismo do coral, como gás carbônico, compostos nitrogenados e fósforo. As necessidades nutricionais dos corais são em grande parte supridas pelas zooxantelas (presentes nos tecidos do coral como também em outros cnidários, como anêmonas-do-mar, zooantídeos, medusas e em outros invertebrados, como ascídias, esponjas, moluscos etc., que também podem branquear). Elas estão também envolvidas na secreção de cálcio e formação do esqueleto do coral.
Processo de branqueamento de corais
Ultimamente vem ocorrido em todas as regiões do globo que possuem recife um branqueamento destes. Trata-se basicamente da ‘perda’ dos organismos fotossimbiontes (zooxantelas) causada pelo aumento da acidez dos oceanos. Como a cor da maioria dos hospedeiros advém, em grande parte, da ‘alga’ simbionte, seus tecidos tornam-se pálidos ou brancos. Nos corais, os tecidos ficam praticamente transparentes, revelando o esqueleto branco subjacente. As partes moles e o esqueleto de um coral branqueado não crescem, e a colônia fica mais vulnerável a outros possíveis estresses, como poluição, sedimentação excessiva, colonização por macroalgas do esqueleto eventualmente exposto etc.
Processo de branqueamento de corais, visão mais ampla
De acordo com a pesquisa de um time de cientistas internacionais ligados ao Centro de Pesquisa Internacional do Pacífico, da Universidade do Havaí, cerca de 65% do gás proveniente de atividades humanas entram no mar e, em contato com a água salgada, aumentam sua acidez. 

Consequência: A perda destes recifes de corais causa muito prejuízo ao ecossistema marinho, já que estes dão abrigo e alimento para a maioria dos peixes e, além disso, funcionam como um filtro de água do mar por sua alimentação.

Prevenção/Solução:Apesar de tudo, as colônias branqueadas podem recuperar completamente, em poucos dias ou até mais de um ano, dependendo da espécie e do grau de branqueamento, mas para que isso ocorra os homens precisam diminuir sua emissão de CO².

Esgoto Doméstico


Causa: O despejo de esgoto não tratado no mar provoca o aumento da matéria orgânica presente na água, levando a uma elevação na quantidade de nutrientes disponíveis. Esse processo é conhecido como eutrofização. O aumento na concentração de nutrientes permite o crescimento rápido e intenso de microalgas marinhas. Após certo tempo, essas algas morrem e são degradadas por bactérias decompositoras.

Consequência: O processo de decomposição das algas consome o oxigênio dissolvido na água, reduzindo sua disponibilidade para os organismos marinhos. Além disso, a grande quantidade de algas torna a água do mar turva, prejudicando a fotossíntese e reduzindo ainda mais o oxigênio na água.
Outro problema gerado pelo despejo de esgoto é a possibilidade de contaminação da água do mar por microrganismos, muitas vezes presentes nas fezes humanas, que podem causar doenças como a hepatite e a cólera. A fim de evitar esses problemas, medidas de saneamento básico, como a fiscalização dos emissores e o tratamento do esgoto doméstico, devem ser adotadas.

 Prevenção/Solução: Os métodos para o tratamento geralmente envolvem custos altos, o que dificulta a instalação em municípios com baixa renda.  Dentre as alternativas técnicas para o tratamento de efluentes estão as fossas sépticas, os sumidouros e as lagoas de estabilização.
  • Fossa Séptica : unidade que trata os esgotos domiciliares. Nela, é feita a divisão físico-química da matéria sólida presente no esgoto.

    Funcionamento de fossa séptica
  • Sumidouros: são escavações feitas no terreno, para receber efluentes da fossa séptica ou mesmo diretamente do vaso sanitário em cujas paredes deverão se infiltrar.
Sumidouro
  • Lagoas de estabilização: locais para tratamento de efluentes, por processos químicos e biológicos, com o objetivo de reter a matéria orgânica e gerar água com qualidade para retornar ao meio ambiente.
Lagoas de Estabilização 



Redução da Camada de Ozônio

Causa:  A camada de ozônio é uma camada de gás que envolve a Terra, localizada na estratosfera, composta pelo gás ozônio (O3). Serve como uma capa ou um filtro que protege o planeta terra das radiações solares, totalmente nocivas para os seres humanos, animais e plantas. Sendo responsável por filtrar cerca de 95% dos raios ultravioleta B (UVB) emitidos pelo Sol que atingem a Terra.

Substâncias prejudiciais a camada de ozônio:

·         Gases clorofluorcarbonos (CFCs) - os mais perigosos;
·         Dos óxidos nítricos e nitrosos - expelidos pelos exaustores dos veículos;
·         Dióxido de Carbono (CO²), produzido pela queima de combustíveis fósseis (como o carvão e o petróleo).

CFC: É usado como propelente em aerossóis, como isolante em equipamentos de refrigeração e na produção de materiais plásticos. Depois de liberados no ar demora cerca de oito anos para chegar à estratosfera que, atingindo pela radiação ultravioleta se desintegram e liberam cloro. O cloro reage com o ozônio, que logo após é transformado em oxigênio (O2). Porém, o oxigênio não tem a capacidade de proteção como o ozônio. Cada átomo de cloro de CFC pode destruir 100 mil moléculas de oxigênio.



Consequência: Caso não exista mais a camada de ozônio em torno do nosso planeta, muitas catástrofes podem acontecer, pois a temperatura do sol será mais intensa pois não haverá mais a proteção natural desta camada, e muitas pessoas e animais podem acabar morrendo.

Prevenção/Solução: Em 1987, visando evitar esse desastre, 47 países assinaram um documento chamado Protocolo de Montreal, que passou a vigorar em 1989. Esse Protocolo tem por objetivo reduzir a emissão de substâncias nocivas à camada de ozônio.Após o tratado, estudos e pesquisas se intensificaram com o objetivo de descobrir uma forma de substituir o CFC, e o proposto foi o uso de uma mistura do butano com propano, uma forma significativamente mais barata e que substitui completamente o CFC. Outra alternativa encontrada foi o uso de HCFC, um “CFC melhorado ecologicamente”, que combina características físicas e químicas com alta eficiência volumétrica, e pode ser usado em aplicações civis de refrigeração. Porém, é um gás que está sob observação de seus efeitos, pois ainda tem em sua molécula um átomo de cloro, que mais cedo ou mais tarde também pode atacar a camada de ozônio, mas com menos agressividade que o CFC.

Gás Carbônico Veicular

Causa: O dióxido de carbono é um gás que representa uma das maiores causas do efeito estufa , emissão de gás carbônico (CO2) dos carros são parte de um crescimento de sua concentração na atmosfera , que deste modo tem um enorme papel nas mudanças climáticas.
Os veículos a motor representam uma grande parte da emissão de CO2 na atmosfera , contudo quando o motor não queima o combustível que utilizam por completo pode ocorrer a liberação do monóxido de carbono , outro componente que traz poluição ao ar.
Poluição em avenida movimentada
Consequência: O CO2  é um gás que polui e afeta de varias formas possíveis , a nós mesmos , este gás pode trazer consigo fora as mudanças climáticas , poder a afetar as pessoas com doenças respiratórias ou até mesmo cardíacas, uma vez que no sangue se encontre a falta de oxigênio e a maior concentração de CO2 , devido a sua maior concentração no meio que este ser vive.

Prevenção/Solução: Contudo o homem tem procurado soluções para estes problemas. A tecnologia tem avançado no sentido de gerar máquinas e combustíveis menos poluentes ou que não gerem poluição, hoje em dia muitos  automóveis já estão utilizando gás natural como combustível. No Brasil, por exemplo, temos milhões de carros movidos a álcool, combustível não fóssil, que poluí pouco.
Mais o que chama mais atenção seria os testes com hidrogênio  os quais tem mostrado que num futuro bem próximo, os carros poderão andar com um tipo de combustível que lança, na atmosfera, apenas vapor de água.
Como solução imediata também poderíamos avaliar a maior utilização de meios de transporte públicos.

Smog Fotoquímico


Causa: Smog Fotoquímico é um tipo de formação de neblina que é composta por poluição , vapor de água e compostos químicos prejudiciais a saúde humana . Se tem a formação do smog geralmente em grandes cidades onde a alta concentração de poluição de gases , como os queimados de combustíveis fosseis, ou até mesmo áreas onde existe uma grande presença de industrias poluidoras .
Em sua formação podemos constar a presença de dióxido de nitrogênio , ozônio , óxido de nitrogênio e outros tipos de gases poluidores.

Smog em Nova Iorque
Consequências: O Smog pode ocasionar péssimas condições visuais  com seu efeito visual tanto para veículos aéreos ou até mesmo terrestres .
Este tipo de poluição do ar pode ocasionar malefícios enormes ao individuo que reside em grandes centros urbanos que possuem este fenômeno pois a alta concentração dos gases dióxido de enxofre , ozônio , dióxido de nitrogênio e o monóxido de carbono , podem causar enfisema , bronquite e asma , desta forma a alta exposição pode ocasionar a morte .

Prevenção/Solução: O Smog é a alta concentração de gases que podem vir a causar malefícios a saúde humana , afim de solucionar este problema , a menor quantidade de liberação destes gases, talvez solucionaria as altas quantidades encontradas nos meios urbanos e áreas industriais, com filtros apropriados nas industrias, e em regiões urbanas a redução de queima de combustíveis fosseis .